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Porto Alegre/RS

Organizações Ambidestras em Poucas Palavras

November 17, 2018

A ambidestria apoia as empresas que sobrevivem por longos períodos de tempo através da gestão da exploração e explotação (E&E). Uma empresa Exploradora está sempre buscando por experimentar coisas novas e inovação em produtos e mercados de forma disruptiva. Na exploração a ideia de novidade fica implícita. Por outro lado, empresas que explotam estão focadas em refinar e otimizar seus recursos, conhecimentos, tecnologias de produtos para lapidar e melhorar ainda mais o que já fazem. Dizemos que uma empresa ambidestra possui os dois lados dessa balança bem equilibrados.

 

Empresas que exploram demais acabam se preocupando excessivamente com o refinamento de suas tecnologias e produtos, impedindo que se desvinculem do passado e se adaptem. Também, desenvolvimentos adicionais baseados nos mesmos elementos de conhecimento se tornam cada vez mais caros e as soluções se tornam excessivamente complicadas.

 

Por outro lado, empresas muito exploradoras acabam se expondo a riscos financeiros. Por quê? Simples. Gastam muito tempo e dinheiro com experimentação (criando coisas novas) tornando-se incapacidade de usufruir dos benefícios e capturar o retorno financeiro fruto das inovações que geram. Muitas ideias acabam ficando subdesenvolvidas. Também, empresas exploradoras podem tornar-se excessivamente dependentes de conhecimentos externos e isso prejudica a posição estratégica da empresa. Por fim, capturar e integrar tanto conhecimento novo é complexo e por isso, muitas interfaces comuns precisam ser estabelecidas entre os elementos do conhecimento.

 

Por tudo isso que falamos acima, é difícil ser uma empresa ambidestra. Principalmente em organizações com recursos escassos/ limitados. Explorar e explotar serão vistos pelos gestores como concorrentes entre si. Ora eles alocam tempo e atenção para a exploração, ora para a explotação.

 

Conhecemos casos de empresas ambidestras que conseguiram equilibrar a exploração e explotação, como é o caso da Nestlé, GSK, BMW, IBM, NCR, Hewlett-Packard, a Johnson; Johnson e a Asea Brown Boveri (ABB). Na área de tecnologia da informação, por exemplo, a IBM e NCR conseguiram focar em melhorar suas Tecnologias conhecidas (através do aprimoramento de equipamentos/ tabulação eletromecânica) ao mesmo tempo em que focou energia em desenvolver as novas tecnologias (de núcleo eletrônico, computação eletrônica de negócios). Por outro lado, também são conhecidos diversos exemplos de empresas, em especial as de tecnologia, que falharam ao não equilibrar E&E como os casos das empresas Kodak, Nokia, Motorola, Blackberry, Polaroid.

 

Em resumo, para que uma empresa possa se tornar ambidestra na prática, precisa ter em mente alguns pontos importantes:

  • Estruturar a empresa (fisicamente) para lidar com as áreas de exploração e explotação;

  • Desenvolver uma cultura, missão visão e valores que suportem a ambidestria;

  • Desenvolver incentivos para gestores e colaboradores;

  • Criar um plano de ação para evitar as “armadilhas do sucesso” e o comodismo;

  • Focar na busca e aprimoramento do conhecimento tecnológicos.

Em outro artigo essas ações serão vistas em maior detalhe, ok? Até a próxima!

 

O próximo artigo tratará dessas ações em maior detalhe, ok? Até a próxima!

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