• Sérgio Gualdi Ferreira da Silva Filho

Você está assassinando a criatividade da sua equipe?


Nascemos mais criativos do que somos hoje? Já fomos mais criativos do que somos hoje? Se suas respostas foram sim, significa que ao longo da sua vida você não buscou realizar atividades para estimular e desenvolver seu lado criativo. Ou talvez os lugares por onde você passou tenham criado limitações ou restrições a sua criatividade. Ou as duas coisas. Sabemos da importância da inovação para uma empresa que quer obter posição de destaque em seu mercado. O nível de originalidade de uma empresa está intimamente ligado a sua capacidade de inovação. Ninguém quer “mais do mesmo”. A comoditização de bens e serviços aumenta a disputa em cada um dos mercados existentes e estimula a compra por preço.

A criatividade é um input do processo de inovação. Sem criatividade não há inovação! A responsabilidade de construir linhas de gestão mais criativas deve vir de cima da pirâmide organizacional e descer em efeito cascata, permeando todas as áreas do negócio. A alta gestão deve construir uma cultura empresarial que não apenas valorize, mas utilize a criatividade das pessoas para gerar, sistematicamente, projetos de inovação. Em 2006, a IBM realizou um estudo chamado The Global CEO Study para buscar maior entendimento sobre inovação. Ao longo da pesquisa, 765 CEO’s foram questionados sobre as principais fontes de ideias sobre inovação. Adivinhe o resultado: os colaboradores são a principal fonte de inovação! Apesar de o estudo ter sido realizado em 2006, o panorama em relação à isso permanece o mesmo. Utilizar os colaboradores é mais fácil, mais rápido, e mais barato.

Todavia, a grande maioria dos gestores acaba matando a criatividade de suas equipes! Você encontra-se perdido no miolo desta maioria de assassinos de criatividade? Se sim, leia atentamente as quatro dicas a seguir e promova a mudança necessária para aproveitar melhor a criatividade da sua equipe:

- Eficiência operacional é importante, mas uma cultura de intolerância aos erros prejudica o contexto de inovação. O erro faz parte do processo de inovação: o aceite, pois quando se faz algo novo o erro leva à aprendizagem e a aprendizagem leva ao sucesso.

- Muitas pessoas têm ideias e falam sobre elas com seus colegas e gestores, mas sem um mecanismo de registro das ideias, elas acabam esquecidas. Encontre uma forma de registrar as ideias.

- Gestores excessivamente rígidos e “senhores da razão” oprimem, involuntariamente, o potencial criativo de suas equipes. Manter-se aberto ao diálogo e a novas ideias é fundamental.

- A falta de momentos de discussão faz parte da rotina da maioria das empresas. Crie momentos para debater a realidade da empresa. Elabore desafios com base nas necessidades da empresa e realize sessões de brainstorming para gerar ideias e alavancar a competitividade da organização.

Não desperdice todo o talento criativo existente em sua organização, aproveite-o para potencializar os resultados, mas tenha o cuidado de estruturar um processo de inovação alinhado a estratégia do negócio. Mais importante que o processo é o contexto. O contexto dita as regras do negócio e é o principal driver da inovação.

Até a próxima reflexão inovadora!

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